“Boogie Oogie”: Um olhar sobre a estreia

boogiePortal Overtube – Os acordes da abertura de Boogie Oogie convidam o telespectador a dançar em frente à TV. A trama se passa nos anos 70, uma ‘década perdida’ que só foi redescoberta com Pecado Mortal da Record (2013/2014) e que, agora, está de volta na Globo. O problema de Boogie Oogie é a falta de ritmo. Ou de ‘pimenta’. Os dramas apresentados na estreia tiveram uma profundidade quase rasa e que, com isso, não emocionaram.

O acidente de Rafael (Marco Pigosi), que acaba matando Alex (Fernando Belo) não teve aquela carga de adrenalina e optou por imagens lentas, o que acabou prejudicando a cena. Por outro lado, os diálogos com sarcasmo e frases rápidas agradaram. Os personagens foram apresentados de forma bem natural, sem aprofundamento. Do elenco, destaque para Ísis Valverde (Sandra), Bianca Bin (Vitória, que pode remeter o telespectador à Carolina de Guerra dos Sexos) e Giovanna Rispoli (a insuportável Cláudia).

Alessandra Negrini (Susana) decepcionou na cena onde revela que trocou bebês na maternidade. Pelo horário bem cedo, Boogie Oogie terá que deixar alguns elementos de lado – como o consumo de bebidas e cigarros em boates -, o que pode ser um problema. O elenco principal é muito jovem, algo que está se tornando quase que obrigatório nas novelas da Globo. Com uma trilha sonora bem escolhida, reconstituição de época um tanto equivocada, mas uma trama a princípio bem ‘light’, Boogie Oogie pode se transformar numa faca de dois gumes. Ou ergue o horário das 18h ou será um novo fracasso.

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