À memória de Lincoln Olivetti

Um dos maiores arranjadores e produtores da música deixou de luto o país na última terça-feira (13). O maestro Lincoln Olivetti faleceu aos 60 anos, vítima de um infarto.

O sucesso que lançou seu nome com mais evidência no mercado foi o trabalho com a música Chega Mais, de Rita Lee, em 1979, êxito que se repetiu ao lado da cantora na música Lança-Perfume, em 1980. Gravações originais famosas de grandes artistas nacionais rechearam o seu portfólio: Gal Costa (Festa do Interior), Roberto Carlos (Amor Perfeito), Gilberto Gil (Palco), Marina Lima (Só Você), Tim Maia (Você e Eu, Eu e Você), entre tantos outros. Também regeu a orquestra para os Engenheiros do Hawaii no Acústico MTV, em 2004.

Colegas de carreira apontam o trabalho de Lincoln como responsável pela suposta revolução musical na música pop brasileira, exibindo nas rádios nacionais marcas pessoais como a forte presença de teclados e metais caracterizando o seu trabalho. Foi assim também com sucessos de artistas como Emílio Santiago, Marcos Valle, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Angela Rô Rô, Sandra de Sá, Jorge Ben Jor, Fagner, Wando e Joanna

Sem dúvida alguma, Lincoln é um daqueles artistas dos quais, infelizmente, o grande público brasileiro desconhece o seu nome, visto que seus trabalhos estão creditados apenas nas fichas de cada gravação. Mas, para o cenário musical, profissionais que trabalharam com ele e tiveram a honra de registrar um arranjo seu em uma de suas canções, é uma figura que vai fazer muita falta. Não só revolucionou toda uma geração, mas a atravessou e continuou transformando os arranjos nacionais, modernizando-os independente do estilo e do artista. Uma salva de palmas ao grande mestre.

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