Crítica de cinema: “SNIPER AMERICANO”, a história de um homem entre lobos e ovelhas

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O que acontece quando você junta na mesma receita um franco-atirador, um cara durão do western e uma história real?

Bem. O que temos é o novo filme de ação dirigido por Clint Eastwood e adaptado do livro American Sniper: The Autobiography of the Most Lethal Sniper in U.S. Militar History. O filme conta a história do atirador de elite Chris Kyle das forças especiais especializado em armas e tiro de longa distância da marinha americana.

Como diretor, Eastwood sempre teve críticas positivas. Seu primeiro trabalho foi no filme Perversa Paixão de 1971 mas ele tornou-se popular por dirigir grandes filmes de drama, tais como Os imperdoáveis (1992), Um mundo perfeito (1993),  Sobre Meninos e Lobos (2003), Menina de Ouro (2004) e Cartas de Iwo Jima (2006).

Sniper Americano é mais um sucesso em sua longa carreira no cinema alcançando um sucesso imenso de público e faturando mais do que a bilheteria somada de todos os outros sete indicados a Melhor Filme no Oscar de 2015 (Mais de US$ 300 milhões só nos EUA).

Apesar disso, o filme apresenta claramente o sentimento americano pós-11 de setembro com diversas mensagens patriotas e um tanto excessivas e porque apresenta uma visão estereotipada dos conflitos militares envolvendo os Estados Unidos. Ou seja, antes de concluir qualquer coisa, vale uma análise mais profunda dos conflitos e situações reais apresentadas. Em todo caso, vale dizer que o diretor usou todo o seu talento e conseguiu criar um filme de guerra empolgante, tenso e envolvente.

O ator Bradley Cooper interpreta Chris Kyle, um texano que sonhava em ser cowboy mas que desde cedo recebia lições sobre como “funcionava” a humanidade. À mesa de jantar, seu pai dividiu a humanidade em lobos, cordeiros e cães pastores. Kyle decidiu ficar com o terceiro papel e que seria aquele que protegeria os inocentes do mal. Abalado com os atentados de 11 de setembro decide se juntar às forças especiais da marinha americana. Ele acaba servindo na Guerra do Iraque e lá, acaba se destacando como o sniper mais letal da história do exército americano, com mais de 160 mortes.

Durante o filme, o espectador terá a angustiante experiência vivida pelo sniper. Desde sua infância até o momento de ele tomar a difícil decisão de atirar em alguém. E apesar de ele se tornar um soldado exemplar, tem dificuldades para voltar à vida normal após a guerra e que não se sente bem no papel de “herói”.Sniper Americano - Foto

O longa também mostra um outro lado do patriotismo, diferente daquele normalmente mostrado nos filmes americanos, demonstrando que é o amor à nação que causa o alistamento mas que é a sobrevivência e a justiça pelo grupo que sobrevive ao campo de batalha. Preste atenção no filme e note a caveira do Justiceiro que simboliza essa transformação; ela aparece inicialmente na camiseta de um soldado para depois ganhar os uniformes e o jipe do pelotão.

Cooper tem uma atuação extraordinária, se saindo muito bem nas cenas de ação e também nos momentos mais dramáticos. E as cenas que mostram o seu relacionamento com a esposa, apresentam muito bem o sofrimento de como a guerra afeta o seu casamento enquanto ele arrisca sua vida à milhares de quilômetros de distância.

Conclusão: Sniper Americano é um baita filme. Quem for assistir, vai se envolver e ficar impactado com as cenas de conflito e com a bela fotografia de Tom Stern.

 

 

 

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< Artigo escrito por J.B.Alves >

 

 

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