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Bohemian Rhapsody, que conta a história de Freddie Mercury, estreia hoje nos cinemas

Bohemian Rhapsody é estrelado por Rami Malek (Divulgação/20th Century Fox)

Bohemian Rhapsody é estrelado por Rami Malek (Divulgação/20th Century Fox)

O filme Bohemian Rhapsody, que conta a história do ex-vocalista da banda Queen, Freddie Mercury, é uma das principais estreias do cinema neste final de semana.

O ator Rami Malek, americano de origem egípcia, foi o escolhido para interpretar um dos maiores nomes da música mundial. Com uma carreira mais conhecida na televisão, Malek estreou no seriado Gilmore Girls, ainda em 2004, fazendo uma pequena participação em dois episódios. Ele também participou de atrações importantes como Medium, 24, The Pacific e Alcatraz.

Mas o maior destaque da carreira do ator é na série Mr. Robot, que continua no ar e rendeu, inclusive, indicações ao Emmy e ao Globo de Ouro. Rami também foi estrela de vários longas, como as duas versões de Uma Noite no Museu, o último filme da saga Crepúsculo, Amanhecer, e Need For Speed.

Apesar de muito esperado, algumas críticas que já foram divulgadas a respeito de Bohemian Rhapsody não foram positivas. Um dos exemplos vem de Scott Mendelson, da Forbes, que sentiu um tom homofóbico. “O filme não consegue se libertar da fórmula de cinebiografia, especialmente nos desvios à vida pessoal de Mercury, que, inexplicavelmente, reformula sua história de vida para um ‘Afterschool Special’ sobre os perigos de farrear e sexo gay. Freddie é apresentado como bissexual, mas o film argumenta que ele teria ficado bem se ficasse em um relacionamento heterossexual e monogâmico com Mary Austin. Seja homofóbico ou slut-shaming, é nojento”, disse.

Owen Gleiberman, da Variety, e Steve Rose, do The Guardian, concordam que a atuação de Rami Malek é o maior ponto alto do longa-metragem, mas que o filme pode ser raso e ter um ‘subtexto moralista problemático’ (palavras de Owen).

Demissão do protagonista

O britânico Sacha Baron Cohen foi o ator escolhido, a princípio, para interpretar Mercury. Conhecido por papéis cômicos e de bastante sucesso como Borat, Ali G e Brüno, Sacha admitiu, alguns anos após sua saída do projeto, que divergências entre ele e os membros da banda com relação à história que seria contada foram os motivos de sua demissão.

“Não deveria ter ficado tanto tempo envolvido, pois na primeira reunião, anos atrás, um dos membros da banda virou para mim e disse: ‘Este filme será ótimo, porque o que acontece no meio é excelente’. Perguntei o que seria e ele respondeu: ‘Freddie morre, ué’. Deduzi que seria como Pulp Fiction, em que o fim é o meio e o meio é o fim, mas ele disse: ‘Não, será normal’. Perguntei então o que teria na segunda metade da cinebiografia e ele explicou: ‘Você sabe, vamos mostrar como a banda seguiu em frente fazendo sucesso’. Aí eu falei: Cara, ninguém vai querer ver um filme em que o protagonista morre de AIDS no meio e a carreira de seu grupo continua”, disse o ator, em 2016, em entrevista a Howard Stern.

Sacha ainda insistiu por anos no projeto, mas acabou desistindo, o que fez a alegria do guitarrista e compositor do Queen Brian May, que declarou estar preocupado com a enorme fama do ator, imaginando que isso poderia prejudicar o drama.

Bohemian Rhapsody chega nesta quinta-feira (1) às salas de cinema brasileiras.

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