Crítica: 'Aquaman' dá nova oportunidade aos heróis da DC nos cinemas - Portal Overtube Crítica: 'Aquaman' dá nova oportunidade aos heróis da DC nos cinemas - Portal Overtube

Crítica: ‘Aquaman’ dá nova oportunidade aos heróis da DC nos cinemas

Aquaman (Reprodução/Warner Bros.)

Aquaman (Reprodução/Warner Bros.)

Depois de levar vários tombos com seus últimos lançamentos – com direito a um suspiro com o ótimo “Mulher Maravilha” – a Warner Bros. parece ter compreendido o que os fãs querem ver nos filmes de heróis da DC. Um universo tão rico vinha sendo mal trabalhado, a exemplo dos criticados “Esquadrão Suicida” e “Liga da Justiça”, e merecia uma maior atenção para restabelecer nos cinemas. E foi em James Wan que o estúdio encontrou a oportunidade de fazer, através de Aquaman, com que os heróis da DC voltassem a serem adorados pelo público cinéfilo.

No filme que chegou aos cinemas nesta quinta-feira (13), o Aquaman (Jason Momoa) é procurado por Mera (Amber Heard) para assumir o Trono de Atlântida e evitar uma guerra entre os dois mundos – o mar e a superfície. Mais difícil do que convencer Arthur Curry a assumir o lugar que lhe é de direito será convencer o rei Orm (Patrick Wilson) a entregar a coroa.

Aquaman vem recheado de nomes conhecidos do público – desde Jason Momoa, que ficou conhecido como Khal Drogo de “Game of Thrones” a Nicole Kidman, essa que dispensa apresentações, mas que recentemente fez uma passagem elogiada na TV em “Big Little Lies”.

Embora as atuações sejam um tanto caricatas e bregas, elas entregam o que o filme pede. Jason Momoa se entrega ao herói Aquaman e encontra uma química incrível com a Mera de Amber Heard. Patrick Wilson se apresenta como um vilão com motivações banais, ao mesmo tempo que Yahya Abdul-Mateen II revela um vilão mais obstinado do que o filho “sangue puro” de Atlanna. E Falando nela, Nicole Kidman a interpreta com maestria numa das melhores cenas do começo do longa. O time se completa com Willem Dafoe, que com Vulko se divide entre os dois lados da confusão entre Arthur Curry e Orm.

A direção de James Wan é precisa e mostra que o cineasta entende de cinema. Sua origem no terror, onde coleciona sucessos como “Jogos Mortais” e “Invocação do Mal”, adiciona uma pitada do gênero em Aquaman, misturando-o com a ação que o mesmo Wan já havia trabalhado em “Velozes e Furiosos 7”, além das coreografias e captação de cenas de luta inspiradas nos games, principalmente em “Batman: Arkham Knights”.

A alegoria visual de Aquaman é um destaque a parte, com todo um universo transportado de forma magnífica dos quadrinhos para a tela. Um capricho visual nunca antes vista no universo cinematográfico da DC aliado a uma trama ágil, leve e que constrói a jornada do herói numa história de origem que afinal, nem era tão de origem assim (o Aquaman já havia aparecido em “Liga da Justiça”).

Aquaman chega aos cinemas para dar uma nova vida aos heróis da DC, que certamente deverão seguir a mesma linha caso o longa alcance o sucesso esperado pelo estúdio. É daqueles que anima qualquer fã da gigante dos quadrinhos pelo futuro promissor e por ser, até agora, o melhor filme da DC.

 

blank
Paulo Victor
Professor e entusiasta da sétima arte, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a dramaturgia para as diferentes telas.
Top