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Roberta Rodrigues desabafa sobre tragédias no Encontro: “Não consigo parar de chorar”

Roberta Rodrigues (Reprodução)

Roberta Rodrigues (Reprodução)

Roberta Rodrigues foi uma das convidadas do Encontro com Fátima Bernardes desta segunda-feira (11) e aproveitou para desabafar como tem lidado com as tragédias. O seu vídeo pedindo ajuda pelos moradores do Vidigal na semana passada viralizou.

“Não estou conseguindo mais parar de chorar na vida e isso já tem um tempo. São muitas coisas que a gente tem passado, acho que os brasileiros estão cansados de sofrer. Essa dor que estou sentindo não é só pelo Vidigal, é desde o ano passado que começou toda uma turbulência, as pessoas se agredindo, a gente tem isso nas redes sociais, aí veio a questão de Brumadinho… Sinto a dor do próximo, graças a Deus, isso não é um problema”, disse ela.

Na semana passada, o Rio de Janeiro enfrentou uma forte chuva que provocou a alagamentos, desabamentos e matou pelo menos 06 pessoas. Rodrigues contou que após o temporal não conseguiu falar com a mãe. “Tentei falar com a minha mãe no dia da chuva, não consegui porque acabou a luz, todo mundo ficou sem celular, fiquei desesperada. Consegui falar com o Negueba [Jonathan Azevedo], ele começou a me mandar os vídeos e fiquei desesperada. Comecei a ter noção do que estava acontecendo. Tentei ir para o Vidigal, mas não consegui porque a Niemeyer estava fechada”, explicou.

Apelo nas redes sociais

Ela comentou também que gravou o vídeo após ver a situação do Vidigal. “Quando cheguei lá, vi o tamanho da destruição e não tinha nenhum órgão público prestando assistência. Na hora que gravei aquele vídeo, foi um apelo para qualquer pessoa que tivesse em casa. As pessoas não queriam sair das casas porque aquilo é a vida delas. Me matou pensar que eu estava numa casa segura e ver tanta gente sofrendo. Queria pegar todo mundo e teletransportar para outro lugar”, completou.

Segundo a atriz, o apelo deu certo. “Não perdi a esperança no nosso país, mas descobri uma esperança que não está nos nossos governantes. O povo brasileiro tem que entender que a gente não pode mais esperar. Essa rede de dar as mãos e ir juntos é real. No Brasil as coisas só funcionam quando a gente se junta”, comentou.

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