Ator de novelas da Globo lamenta não ter evitado morte de Daniella Perez

A atriz Daniella Perez

A atriz Daniella Perez

A morte de Daniella Perez até hoje deixa marcas na vida das pessoas. Stênio Garcia, ator de diversas novelas da Globo, revelou em entrevista não ter se perdoado por não conseguir evitar o assassinato da atriz.

No próximo dia 21 de julho o HBO Max estreia a série documental Pacto Brutal: O Assassinato de Daniella Perez. Em cinco episódios, a produção original do serviço de streaming contará detalhes sobre o crime cometido por Guilherme de Pádua, que atuava ao lado de Daniella Perez na novela De Corpo e Alma, da Globo – e sua então esposa, Paula Thomaz.

Stênio Garcia é amigo da autora de novelas Glória Perez, mãe de Daniella Perez. Sua relação com a jovem era – assim como com a mãe – bastante forte, tratando-a até como filha. O ator contracenou em duas novelas com Daniella, “O Dono do Mundo” e “De Corpo e Alma”, e em ambas viveu o pai da personagem da atriz.

Em um comentário no Instagram, Stênio Garcia revelou que o “atordoa muito” e fato de não ter conseguido evitar a morte de Daniella Perez. “Até hoje isso me atordoa muito, porque fiz o pai dela na ficção duas vezes e, no dia do crime, gravamos o dia todo e saímos juntos. Eu, correndo para viajar, pedi que a Dani desse autógrafo para as crianças. Se eu pudesse imaginar, eu teria evitado”, escreveu o ator.

Leia também:

Ex-BBB perde vaga no Ilha Record 2 mas garante passaporte para A Fazenda 2022

Angélica recebe convite de emissora após demissão da Globo; saiba qual

Stênio Garcia se emocionou ao relembrar relação com Daniella Perez

Em uma entrevista concedida ao portal iG em 2012, Stênio Garcia se emocionou ao relembrar a relação que tinha com Daniella Perez. Na época, era celebrada uma missa em memória da filha de Glória Perez, cujo crime brutal que tiraria a sua vida completava 20 anos.

“A Daniella tinha praticamente a idade das minhas filhas Cássia e Gaya. Eu transferia todo esse sentimento que tinha por elas para a Daniella e ela também me aceitava como pai fictício”, contou.

Em seguida, ele continuou: “Era uma atriz superdotada em termos de preparo, porque ela dançava e cantava muito bem. Era extraordinária bailarina. Uma atriz com um futuro fantástico. Realmente acho que foi uma perda não só para a Glória, mas para todos nós que nos relacionávamos com ela e como atriz em perspectiva num futuro cenário artístico brasileiro”.

A última cena que ela gravou foi comigo e com a Marilu Bueno, que fazia a mãe dela. Já tive várias filhas. Mas ela é inesquecível. Tenho um cantinho guardado das minhas lembranças com ela”, finalizou.

Paulo Victor
Professor e entusiasta da sétima arte, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a dramaturgia para as diferentes telas.
Top