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Glória Maria reclama de ‘mimimi’: “Tudo é racismo, preconceito e assédio. Um saco”

A jornalista Glória Maria (Imagem: Reprodução/Instagram)

A jornalista Glória Maria (Imagem: Reprodução/Instagram)

A jornalista Glória Maria voltou recentemente à televisão e pode ser vista no programa Globo Repórter, que comemorou em suas duas últimas edições os 70 anos da televisão brasileira. A profissional estava afastada para se recuperar de uma cirurgia em que retirou um tumor no cérebro.

Convidada para participar de uma live ao lado de Joyce Pascowitch, do site Glamurama, Glória falou sobre diversos temas. A respeito da pandemia do novo coronavírus, ela afirmou não acreditar no “novo normal”, tão falado atualmente.

“Ou é novo, ou é normal, vamos ter que partir para novos olhares. Nada mudou, mas algumas pessoas se viram melhor, começaram a se observar. É preciso uma pandemia para olhar para o outro?”, questionou a experiente jornalista da Globo.

Na sequência, um assunto polêmico. Glória Maria falou a respeito de temas importantes como o racismo e o preconceito, mas reclamou que hoje em dia tudo pode ser considerado errado. Indiretamente, ela condenou a cultura do cancelamento e o famoso “mimimi”.

Racismo, preconceito e assédio

“Eu acho tudo isso um saco. Hoje tudo é racismo, preconceito e assédio. A equipe com que trabalho me chama de ‘neguinha’, de uma forma amorosa e carinhosa. Estou há mais de 40 anos na televisão, já fui paquerada, mas nunca me senti assediada moralmente. O assédio é algo que te fere, é grosseiro, desmoraliza”, afirma.

Na sequência, polemiza. “Existe uma cultura hoje que nada pode. Tem que ter uma diferenciação, não dá para generalizar tudo. O politicamente correto é um porre. Acredito que o politicamente correto é o caráter, a honestidade. Esse mundo que a gente está vem muito da amargura das pessoas, não aceito”, disparou.

Sobre o isolamento social, a jornalista brincou que se considera a pessoa mais isolada do país. “São 10 meses, emendei a cirurgia com a pandemia. Não vi um mudo novo surgir nesse período. Viajei 40 anos sem parar e de repente estava em casa quietinha, observando”, relembrou.

“Vi coisas inacreditáveis, desamor, um mar de lama… Ou é novo, ou é normal, vamos ter que partir de novos olhares. Nada mudou, mas algumas pessoas se viram melhor, começaram a se observar. Será que é preciso uma pandemia para olhar para o outro? Isso é uma coisa da sua alma, não acredito nessa ajuda só porque é hora de ajudar. Ou você olha sempre para o outro, ou você não olha nunca”, disse ela, que concluiu comentando que foi positivo ter dado uma parada.

Veja o vídeo:

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