“Não há cura para a leucemia que tenho”, decreta Susana Vieira - Portal Overtube “Não há cura para a leucemia que tenho”, decreta Susana Vieira - Portal Overtube

“Não há cura para a leucemia que tenho”, decreta Susana Vieira

A atriz Susana Vieira (Reprodução)

A atriz Susana Vieira (Reprodução)

Em breve, Susana Vieira volta ao ar na nova versão de Éramos Seis. Atualmente, o público acompanha o desempenho da atriz na pele de Branca em Por Amor no Vale a Pena Ver de Novo. Em entrevista ao UOL, Susana contou como está o trabalho após revelar há mais ou menos um ano que está em tratamento contra a leucemia.

Lembrei que estava havia 50 anos sem parar de trabalhar. Depois de um ano, melhorei e vi tudo sob controle. Minha doença é controlada. Fiquei com vontade de trabalhar, liguei para o Silvio [de Abreu, diretor geral de dramaturgia da Globo] e falei que queria voltar. Ele procurou algo bom para mim e veio esse papel maravilhoso. Uma novela das seis, com o Carlos Araújo [diretor da trama]. Estou muito feliz! Agradeço muito por eu não ter desistido de viver, não ter desistido de nada”, disse.

Ainda na entrevista, Vieira revelou que não tem cura para o tipo de leucemia que foi diagnosticada. “Quando descobri que estava com leucemia, descobri também que não existe cura para o tipo de leucemia que eu tenho. Ela é crônica. Vou conviver com essa doença pelo resto da minha vida. Foi o que mais me assustou, porque eu me perguntei como trabalharia fraca daquela maneira. Além disso, naquele momento, descobri também uma anemia hemolítica autoimune e não podia fazer transfusão de sangue. Minha preocupação era o trabalho, pois é o que mais amo fazer.”

Ela lembrou também como reagiu ao descobrir a doença. “Meu corpo reagiu bem também porque eu tinha saúde. Mas o estado de espírito foi importante. Descobri que não tinha raiva de Deus, não pedi a ele para me curar. Não pedi nenhuma vez. Fiquei pensando no que as pessoas passam e não me permiti questionar “por que comigo?”. Por que não? Sou igual a todo o mundo. Então eu aceitei. Voltando para casa, comecei a ficar alegre, a me sentir feliz mesmo sem trabalhar”, lembra.

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