Pabllo Vittar critica shows em drive-in: "Quem tem carro no Brasil?" - Portal Overtube Pabllo Vittar critica shows em drive-in: "Quem tem carro no Brasil?" - Portal Overtube

Pabllo Vittar critica shows em drive-in: “Quem tem carro no Brasil?”

A cantora Pabllo Vittar (Reprodução)

A cantora Pabllo Vittar (Reprodução)

Com a pandemia do novo coronavírus, os artistas musicais acabaram encontrando uma nova forma de se apresentar ao público: fazendo shows em formato drive-in. Apesar do sucesso desse formato, a cantora Pabllo Vittar não pretende adotar essa maneira de trabalho.

A drag queen mais famosa do país já havia criticado esse tipo de apresentação e agora decidiu falar do tema mais uma vez. Em entrevista ao Estadão, Vittar afirmou que não tem a menor intenção de fazer shows enquanto uma vacina não existir.

“Eu acordo de manhã sabendo que ainda não tem vacina e é muito triste ver que governo também não faz quase nada pela população que mais precisa. Então, como eu vou subir num palco pra drive-in?”, afirmou, aproveitando para criticar os governantes.

Vittar ainda recorda que nem todas as pessoas têm acesso. “Primeiramente, para isso a pessoa tem que ter carro. Quem tem carro no Brasil? Não tem como eu subir num palco sabendo que tem um monte de gente que não está nem podendo trabalhar. Essa não é a energia que quero pra mim”, diz.

A distância dos fãs

A cantora ainda diz que ficar distante de seus fãs tem sido um desafio difícil.  “Eu me sinto sem energia porque sou uma pessoa muito física, amo estar no palco, sentir a energia dos fãs porque isso me preenche”, continua.

“Mas, por outro lado, durante a pandemia eu fiquei muito mais próxima deles digitalmente e acabo os conhecendo mais. Agora que estou em casa, tenho mais tempo pra isso. Aliás, eu só consigo ter esse contato porque estou em casa”, explica a drag queen.

Por fim, Pabllo Vittar comentou sobre as suspensões de festivais como o Coachella e o Primavera Sound, que contariam com a presença dela. “Eu estava muito ansiosa. O que me deixou triste mesmo não foi o cancelamento dos festivais, mas esse vírus que surgiu do nada e mudou a nossa vida de cabeça pra baixo”, finalizou.

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