Amanda Klein e médico discutem ao vivo e jornalista tem inteligência questionada

Amanda Klein no programa Opinião no Ar

Amanda Klein no programa Opinião no Ar

O clima ficou quente no programa Opinião no Ar desta quinta-feira (20). A jornalista Amanda Klein teve sua inteligência questionada pelo médico Paulo Porto de Melo ao discutirem sobre a eficiência das vacinas na pandemia de Covid-19.

Ao vivo, Amanda Klein questionou o médico sobre sua fala. Paulo Porto de Melo então questionou a inteligência da jornalista ao indicar que ela está interpretando de forma diferente o que ele quis dizer.

“Pela sua argumentação aqui, então a gente pode inferir exatamente o quê? As vacinas não ajudaram nada na pandemia e a gente não pode confiar mais na Anvisa, no FDA, nas agências de medicamentos europeia? Então, em quem confiar quando a gente for recorrer à aprovação de medicamentos, vacinas, que historicamente são aprovados e passam pelo crivo de todas essas agências?”, perguntou a jornalista.

Em seguida, o médico respondeu: “Amanda, de novo você usa da estrapolação pra tentar falar coisas que eu não disse. Eu não falei que você não deve confiar”.

“Eu estou indo pela sua linha de raciocínio”, continuou Amanda Klein. Foi então que o médico colocou a inteligência da jornalista em cheque. “Então precisa de um cérebro um pouco diferente pra acompanhar a linha de raciocínio que eu tô usando”, respondeu Paulo Porto de Melo.

Rapidamente a jornalista reagiu: “O meu é absolutamente inteligente. Não sei o do senhor e de outras pessoas, mas o meu é”.

Médico alonga discussão com Amanda Klein e apresentador intervém

O médico Paulo Porto de Melo continuou a discussão, afirmando que a jornalista Amanda Klein estava tirando conclusões erradas de suas afirmações.

“Onde na minha fala eu disse que você não deve confiar nas agências de regulação?”, questionou. Logo depois ela respondeu: “O senhor tá falando que as vacinas não são seguras, não são eficazes. E elas todas foram aprovadas por agências, logo, eu posso inferir ou deduzir…”.

“O que a senhora tá fazendo tem um nome, chama sofisma. Eu não falei. Quem falou foi a Pfizer, em um documento que ela submeteu. Está escrito”, retrucou o médico.  Amanda então questionou novamente se as agências reguladoras não apresentam confiança e mais uma vez o médico afirmou que isto é o que ela está dizendo.

“Amanda, isto é uma opção. A agências olharam para o documento da Pfizer, onde está escrito com todas as letras: ‘Estudos de segurança serão concluídos em 2026’. E resolveram ignorar a cláusula”, disse o médico em sua defesa.

“A gente viu os efeitos da vacina na humanidade. Redução de internação, redução de mortes…”, disse a jornalista, apresentando os fatos. O médico, então concordou com Amanda, mas acrescentou: “Nisso eu vou concordar com você. Eu não tô dizendo que as vacinas não têm efeito. Elas têm efeito. O que eu estou dizendo é que você tem o direito de saber exatamente qual é a situação da vacina. ‘Olha, eu vou te aplicar aqui uma injeção de um negócio que pode reduzir a sua chance de evoluir para uma forma grave da doença. Porém, você está ciente de que a gente só vai ter certeza de que isso é plenamente seguro daqui a cinco anos? Ah, doutor, eu estou ciente disso, mas olha, é uma situação excepcional, no meio de uma pandemia. Mesmo assim, eu quero tomar’. É um direito seu”.

Em seguida, a jornalista e o médico mais uma vez voltaram a se acusar precisando que Luis Ernesto Lacombe intervisse. O apresentador contornou a conversa e logo depois encerrou o assunto.

Paulo Victor
Professor e entusiasta da sétima arte, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a dramaturgia para as diferentes telas.
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