Arnaldo Jabor critica Bolsonaro na Globo após polêmica da embaixada: "Nepotismo explícito" - Portal Overtube Arnaldo Jabor critica Bolsonaro na Globo após polêmica da embaixada: "Nepotismo explícito" - Portal Overtube

Arnaldo Jabor critica Bolsonaro na Globo após polêmica da embaixada: “Nepotismo explícito”

Arnaldo Jabor no Jornal da Globo (Reprodução/GloboPlay)

Arnaldo Jabor no Jornal da Globo (Reprodução/GloboPlay)

Não dá pra negar que Jair Bolsonaro e seus filhos são as pessoas mais comentadas do Brasil. O problema é que o presidente não é falado apenas por pessoas que gostam dele, mas também por uma legião de cidadãos que fazem oposição a seu governo.

Nos últimos dias, um assunto acabou tomando conta dos sites especializados em política. O governante deixou bastante clara a sua intenção de indicar Eduardo Bolsonaro para a vaga de embaixador do país nos Estados Unidos.

A eventual nomeação, é claro, dividiu opiniões por todo o Brasil. Há anos dono de uma coluna no Jornal da GloboArnaldo Jabor criticou a indicação de Eduardo e garantiu que se trata de uma ação de “nepotismo explícito”.

“O presidente Bolsonaro voltou a defender a indicação do filho à Embaixada dos EUA, e declarou de boca cheia: ‘se eu puder dar um filet mignon ao meu filho, eu dou. Eu quero beneficiar meu filho, sim‘. Ele assumiu um nepotismo explícito, apesar da Constituição Brasileira proibi-lo.”, disparou o crítico.

Depois, Jabor fez outras críticas ao governo. “Aliás, desde que ele assumiu, as suas propostas são medíocres, irrelevantes, como desobrigar o uso de cadeirinha para crianças, tirar radar das estradas, mudar a taxa de turismo em Fernando de Noronha, aumentar o prazo de carteira de motoristas, punir o fiscal que o multou há 10 anos, em suma, assuntos ridículos para a pauta de um Presidente da República”.

“E, agora, essa espantosa indicação de um filho sem experiência, a não ser ele fritar hambúrguer. Só nos resta perguntar: por que esse homem propõe tantos absurdos? É de propósito”, opinou o colunista da Globo.

“O Trump faz a mesma coisa. É uma estratégia para que essas atitudes anestesiem o nosso sentido crítico, é uma maneira de nos habituar ao que se chama de ‘nova normalidade’. Aos poucos, vamos aceitando esses delírios de um desgoverno, como normais. Aliás é a vitória de um slogan que usavam durante a campanha: ‘é melhor já ir se acostumando’”, concluiu.

Top