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Crítica de cinema: “LIGA DA JUSTIÇA – O TRONO DE ATLANTIS” reinventa Aquaman

Se Batman é um exemplo de domínio, Mulher-Maravilha de poder feminino e Super Homem de força, o Aquaman sempre sofreu a estigma de ser um fracassado e um mero “herói menor” dentre os mais poderosos e incríveis vigilantes da DC Comics. Embora isso tenha sido perpetuado pelas séries animadas, que sempre abusaram dos poderes do Rei de Atlântida, só que pelo lado pejorativo, é nas animações que o herói mestiço busca a vingança e um novo começo. É impossível assistir a Liga da Justiça – O Trono de Atlantis e não começar a, no mínimo, respeitar o atlante.

Baseado no reboot da DC, o longa é uma continuação do último Liga da Justiça – Guerra (2014) e conta a história dos heróis no início da formação, das desconfianças e de como o grupo vai se formando. Perdido entre tudo isso, Arthur segue sua vida sem desconfiar que sua mãe é a rainha do povo perdido de Atlântida. Baseado nessa premissa, o longa apresenta um Aquaman começando, descobrindo os seus poderes e com um senso mais complexo de violência e de justiça.

Outro destaque da animação é a relação entre Batman e os outros membros da liga. Bruce segue sua caçada silenciosa e solitária e evita se envolver pessoalmente com os demais heróis, que por sua vez adotam entre si a postura oposta. As cenas em que ele interage com os outros combatentes, principalmente com o Lanterna Verde, demonstram bastante da personalidade sombria do personagem. Ainda na liga, nota negativa para Super Homem e Mulher Maravilha, que ficam naquele tom piegas e não acrescentam muito à trama, tirando na hora da porradaria.

O filme apresenta também bons personagens que não são integrantes da liga da justiça. Mera, a fiel seguidora da rainha, não apresenta muito de novo para o roteiro, fora o que já é esperado, mas suas cenas de ação são simplesmente incríveis. Seu poder de manipular a água nas batalhas é usado com maestria, e ela consegue ser o centro das atenções, mesmo ao lado de heróis consagrados. O vilão principal é um pouco fraco. Mestre do Oceano tem motivações tolas e não consegue ter pulso para controlar o ritmo de seus soldados. Ainda termina derrotado numa luta rápida e humilhado, aparecendo bem menos que o Manta Negra, que pode – fica a sugestão – ser utilizado novamente pelos produtores.

A animação segue o nível de qualidade das anteriores. Com um desenho mais redondo e cartoonizado, O Trono de Atlantis tem muita fluência nos movimentos dos personagens, o que o deixa muito mais interessante para quem está acostumado a ver as produções da editora. O lado técnico da animação peca, porém, pela falta de “arranhões” e “sangue” nas batalhas, possivelmente para evitar uma classificação indicativa maior. Isso faz um pouco de falta para quem é fã mais hardcore da DC, atrapalhando as cenas de luta.

A dublagem brasileira está muito bem sincronizada e as vozes foram bem escolhidas para os personagens que representam. A parte sonora da animação é um pouco exagerada, principalmente nas batalhas e nos momentos de ação, mas acaba dando um tom interessante para cenas que, normalmente, seriam monótonas. Entre (muitos) pontos positivos e (uns poucos) negativos, pode-se afirmar que o longa é um acerto e cumpre muito bem seu papel. Vale conferir.

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