Crítica de cinema: "MAD MAX", um tributo à nostalgia. - Portal Overtube Crítica de cinema: "MAD MAX", um tributo à nostalgia. - Portal Overtube

Crítica de cinema: “MAD MAX”, um tributo à nostalgia.

[whatsapp]

Mad Max: Estrada da Fúria estreia nos cinemas 26 anos depois do terceiro filme da saga (Mad Max: Além da Cúpula do Trovão, de 1985). Longe de ser uma sequência, o longa atual conta uma história totalmente nova e separada das anteriores, trazendo apenas alguns flashbacks. Algo que George Miller já havia dito que faria com a franquia – enredos separados e sem necessariamente possuir vínculo entre si, como vem acontecendo, por exemplo em 007.

O quarto Mad Max tem uma carga grande de violência para o cenário contemporâneo, que por outro lado não se compara ao que víamos nesse sentido nos filmes antecessores, que eram muito mais violentos. Compreensível, já que hoje em dia é raro um blockbuster desse nível ter uma classificação indicativa acima de 16 anos. Vale lembrar que, apesar da violência mostrada, em momento algum ela é gratuita.

Num futuro pós-apocalíptico, onde recursos como água e gasolina são escassos e muito valiosos, uma espécie de “tribo” é liderada por Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne, que também interpretou Toecutter no primeiro filme), o antagonista de Mad Max. Immortan Joe apresenta-se como um líder violento, que é tratado como uma divindade, controla a distribuição de água, deixando a população passar sede e tornando-a escrava através desse racionamento.

O ditador comanda também um exército, treinado para batalhas travadas de dentro de veículos em alta velocidade. Dentre seus soldados, destaca-se a Imperatriz Furiosa, personagem de Charlize Theron, que tem muito peso na trama. Ela trai Immortan Joe, levando o que ele possuía de mais valioso: suas esposas. Uma guerreira que se destaca durante todo o filme, as vezes até mais que o próprio Mad Max. Talvez por opção de George Miller, que já havia manifestado o desejo de fazer um outro filme com ela como protagonista.

Apesar e não ter ligação direta com os filmes anteriores da franquia, Estrada da Fúria vem com uma série de referência aos episódios clássicos. Ele repete, por exemplo, a fórmula de perseguição ao comboio de combustível, explorada em Mad Max 2: A Caçada Continua (1981), além do personagem anão, o personagem extremamente forte (referência ao Humungus, personagem do segundo filme), a caixinha de som, e algumas outras coisas um pouco mais sutis.

No geral, o longa é excelente. A fotografia é belíssima e o aspecto técnico, como se podia esperar, está anos-luz à frente da saga dos anos 80, apesar de adotar pouquíssima CGI (computação gráfica) – mais de 80% dos efeitos vistos são verdadeiros efeitos práticos, com dublês, maquiagem, etc. A computação foi utilizada principalmente para melhorar a paisagem da Namíbia, remover indícios de dublê e para amenizar a mão esquerda de Charlize Theron, que no filme é um braço protético.

Estrada da Fúria é um filme que merece ser visto no cinema. Cenários incríveis, perseguições frenéticas, carros impressionantes e super legais. Destaque assim como os acessórios marcantes dos atores, como a máscara de Immortan Joe ou a prótese da Imperatriz Furiosa. Talvez peque um pouco em mostrar mais a Imperatriz Furiosa do que o próprio Mad Max, fazendo com que o protagonista ficasse em segundo plano e deixando-o não muito carismático. Também poderia desenvolver um pouco mais o personagem Immortan Joe, trazer um Mad Max um pouco menos “bonzinho”… Mas nada que estrague o desempenho do filme, merece fácil uma nota 8. Vale – e muito – conferir.

Veja também:
Clique aqui e conheça o OverCast, o PodCast do Portal OverTube
Inscreva-se em nosso Twitter https://twitter.com/portalovertube
Curta nossa FanPage do Facebook https://www.facebook.com/overtubeportal

Top