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Em carta, jornalistas do SBT pedem que Marcão do Povo seja demitido após polêmica

A última quarta-feira, dia 8 de abril, começou com uma grande polêmica envolvendo o apresentador Marcão do Povo, do SBT. Enquanto apresentava a edição do Primeiro Impacto, ele chamou a atenção ao propor campos de concentração para evitar o coronavírus.

Nas redes sociais, a declaração feita por Marcão gerou muita revolta entre os internautas e os telespectadores pediram para que a emissora de Silvio Santos tomasse uma atitude. Durante a tarde do mesmo dia o canal decidiu se posicionar e anunciou o afastamento do comunicador.

Não foi só entre parte do público que as declarações do apresentador pegaram mal. O clima nos bastidores ficou bastante tenso desde então, acima de tudo depois que jornalistas da casa decidiram enviar à direção do SBT uma carta em repúdio às falas de Marcão do Povo.

O portal UOL divulgou a cara neste domingo (12) e os profissionais dizem nela que o comunicador “extrapolou todo e qualquer limite”. Além disso, afirmam que ele “não está a altura de representar o nome e a história do SBT”.

“A necessidade de manter a população em casa é, segundo todas as autoridades de saúde, a única medida a ser tomada para diminuir o número de mortos. Um apresentador, que tem o privilégio de ser ouvido por todo país, não pode sugerir qualquer orientação contrária a seus telespectadores. É um desrespeito à vida dos que nos assistem e confiam na credibilidade desta emissora”, diz.

O SBT foi procurado e garantiu que nenhum diretor recebeu a suposta carta dos jornalistas.

As declarações de Marcão do Povo

Em sua fala, que gerou muita revolta na web, ele chegou a dar exemplos de como a ideia “brilhante” poderia mudar os rumos do país. Atualmente, o Brasil conta com mais de 14 mil infectados pelo vírus e a quarentena já dura semanas.

“Na China, na cidade de Wuhan, pessoas que estavam com sintomas, que estavam com o coronavírus foram levadas e colocadas nessa cidade. Montaram vários e vários hospitais e as pessoas foram tratadas naquele local”, afirmou o contratado de Silvio Santos.

Na sequência, ele faz a sugestão. “Não seria interessante também, presidente, atenção presidente, montar um local, o Exército, Marinha, Aeronáutica… Montar um local aonde todas as pessoas que tivessem os sintomas, que tivessem o coronavírus, fossem levadas para esse local e bem cuidadas, bem tratadas ao invés de espalhar da maneira que está sendo aí?”, questiona.

“Todos os lugares montando, um gasto excessivo, as cidades paradas. Não seria interessante um local só para cuidar dessas pessoas? Não seria interessante pegar, por exemplo, o Exército, Marinha e Aeronáutica e montar um campo de concentração, de cuidado, com equipamentos mais sofisticados, com os melhores profissionais e colocar essas pessoas com problemas, sintomas?”, afirmou.

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