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Emissora pública, TV Brasil anuncia a estreia de um “novo” canal nesta semana

A TV Brasil anunciou a chegada de uma "nova emissora" (Reprodução)

A TV Brasil anunciou a chegada de uma "nova emissora" (Reprodução)

TV Brasil trará uma série de novidades em sua programação a partir da próxima quarta-feira (10). Tal anúncio foi feito oficialmente pelas redes sociais da emissora, que garante um “novo” canal.

Usando as cores do Brasil, a publicidade não conta mais detalhes a respeito do que deve mudar. As informações a respeito das alterações, no entanto, devem ser publicadas em breve nas mesmas redes.

Vale lembrar que a TV Brasil é uma emissora pública da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), do Governo Federal. Durante a campanha de Jair Bolsonaro, ela foi ameaçada de ser fechada. O presidente, no entanto, optou por fazer alterações e mantê-la no ar.

Jornalistas denunciaram censura na EBC

No fim de março, um dos assuntos mais comentados foi o golpe de 1964. Na realidade, justamente a discussão de como o momento deve ser intitulado causou grande polêmica. Algumas pessoas chegaram a comemorar o dia 31 de março, quando a ditadura militar completou 55 anos desde seu início.

De acordo com a revista Veja, funcionários da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), emissora oficial do governo, afirmaram que sofreram censura. Eles alegam que foram proibidos de utilizar as palavras “golpe” e “ditadura” em suas reportagens sobre a ocasião.

Uma nota assinada pela comissão de empregados e os sindicatos dos jornalistas e radialistas de dois estados (São Paulo e Rio de Janeiro) e do Distrito Federal garante que tal censura acontece em matérias para a TV, rádio e agências.

“A cobertura que evidenciou a proibição teve início quando o presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que os quartéis deveriam comemorar a data. Houve repercussão na sociedade civil, no Congresso Nacional e em outros espaços de poder”, diz a nota.

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Palavra “ditadura” é substituída por “regime militar”

A comissão afirma que as reportagens da EBC que tratam do assunto tiveram que mudar sistematicamente a palavra “ditadura” por “regime militar”. Tal colocação só podia ser usada em declarações do presidente Jair Bolsonaro, onde ele nega o fato: “para Bolsonaro, não houve ditadura no Brasil”.

Ainda segundo a publicação, a censura à palavra “golpe” era ainda pior e sua substituição mais polêmica. Em vez de usar “aniversário do golpe”, os jornalistas precisaram utilizar “comemoração de 31 de março de 1964”.

“Não se sabe se a orientação veio do governo ou se os gestores da EBC se adiantaram a um possível desconforto governamental e implantaram a censura prévia que, mais do que tentar agradar os governantes utilizando para isso a comunicação pública, tentam reescrever e amenizar os fatos históricos”, diz outro trecho do documento obtido pela Veja.

Tal manifestação também convocava que jornalistas e radialistas trabalhassem de preto na última segunda-feira (1). A publicação procurou o Palácio do Planalto, que afirmou que não vai se pronunciar a respeito.

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