Globo demorou a fazer remake de Pantanal por causa do SBT; entenda

Cristiana de Oliveira viveu a primeira Juma de Pantanal na versão de 1990

Cristiana de Oliveira viveu a primeira Juma de Pantanal na versão de 1990

Pantanal estreou na Manchete em 1992, mas somente 30 anos depois ganhou remake pela Globo. A trama também fez bastante sucesso em sua reprise em 2008, exibida pelo SBT. Essa reprise, inclusive, teria sido o motivo para que a Globo tenha demorado tanto para produzir uma refilmagem da novela, mesmo tendo Benedito Ruy Barbosa no seu banco de autores.

“Quando o SBT adquiriu Pantanal da massa falida da Manchete, essa ideia da nova versão ficou para trás”, revelou o autor Bruno Luperi, neto de Benedito Ruy Barbosa e escritor do remake do folhetim para a Globo, em entrevista à revista Quem.

“Meu avô tinha um contrato com a Globo que previa a possibilidade de fazer o remake de Pantanal, mas isso é fato lá nos anos 2000. Por problema de contrato, eles suspenderam as negociações. Elas foram retomadas nos últimos anos”, contou.

Bruno Luperi é o autor do remake de Pantanal na Globo
Bruno Luperi é o autor do remake de Pantanal na Globo (Foto: Reprodução)

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Globo assinou contrato para remake de Pantanal em 2020

Bruno Luperi revelou ainda para a revista Quem que o contrato para a produção da nova versão de Pantanal foi feito em 2019. No entanto, os papeis só foram assinados em 2020.

“No fim de 2019, foi quando soube que eu seria que faria esta nova versão – meu avô aceitaria se eu fizesse e a Globo também desejava que eu fizesse por conta dessa vontade de retratar esse Brasil profundo na novela. Meu avô soube retratá-lo e as memórias estão muito presentes no meu imaginário”, disse o autor.

Na entrevista, Luperi ainda falou sobre o seu avô, Benedito Ruy Barbosa: “Ele é a minha maior referência em dramaturgia e em contação de histórias. Cresci no pé da cama dele ouvindo histórias, causos, lendas…”.

Em seguida, continuou: “Ele é extremamente lúcido e tem o maior carinho ao falar deste trabalho. A marca da carreira é que ele sempre escreveu sozinho. Então, ele tinha aquela preocupação de como ficaria o resultado quando mexesse no texto. Isso era um dilema. Meu avô tem um nível de intimidade muito grande com a obra dele”.

“Ao escrever, ele se despe de egos e vaidades e se entrega ao texto com uma grande paixão visceral. Por isso, fica difícil desapegar do texto. Ele me deu a benção dele e um voto de confiança. É um grande desafio porque Pantanal foi o divisor de águas da carreira dele”, finalizou.

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Paulo Victor
Professor e entusiasta da sétima arte, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a dramaturgia para as diferentes telas.
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