Jair Bolsonaro pagou quase R$ 1 milhão para ganhar elogios de Ratinho no SBT - Portal Overtube Jair Bolsonaro pagou quase R$ 1 milhão para ganhar elogios de Ratinho no SBT - Portal Overtube

Jair Bolsonaro pagou quase R$ 1 milhão para ganhar elogios de Ratinho no SBT

O apresentador Ratinho e o presidente Jair Bolsonaro (Reprodução)

O apresentador Ratinho e o presidente Jair Bolsonaro (Reprodução)

As propagandas do governo de Jair Bolsonaro para a reforma da Previdência custaram, em sua segunda fase, nada menos que R$ 4,3 milhões. Desse total, 91% foram destinados para a Record, a Band e o SBT, emissoras que declararam apoio ao presidente.

De acordo com informações divulgadas neste segunda-feira (27) pelo jornal Folha de S. Paulo, as duas primeiras emissoras são clientes da empresa de Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação. A Band já não é mais cliente, mas já teve uma parceria com a companhia.

A publicação afirma que o plano de mídia entregue pela agência de publicidade entregue ao TCU (Tribunal de Contas da União) revela que nove apresentadores negociarem para fazer testemunhos favoráveis à reforma da Previdência.

Todas as declarações de apoio que foram pagas pelo governo foram ao ar na TV brasileira entre maio e julho de 2019. A Record teve maiores investimentos no programa Hoje em Dia, apresentado por César Filho e Ana Hickmann. Foram R$ 983 mil por cinco inserções.

Ratinho é “líder”

A lista continua com os apresentadores do SBT. O que mais recebeu foi Ratinho, que fez quatro elogios e embolsou R$ 915 mil. Também estão envolvidos o programa Eliana (R$ 269 mil) e o Operação Mesquita (R$ 218 mil).

De acordo com a Folha, Otávio Mesquita cobra um cachê de R$ 2.100 para as propagandas. Ratinho e Eliana incluem a remuneração pessoal no valor cobrado pela emissora. A publicação ainda garante que Ratinho é um dos favoritos de Bolsonaro.

Vale lembrar que não se trata de uma ilegalidade a contratação de artistas e outras personalidades da mídia para esse tipo de merchandising. Apesar disso, o TCU está investigando se a distribuição de verbas da Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) entre TVs se dá por critérios políticos e não técnicos, como a audiência. Isso afrontaria princípios constitucionais.

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