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Jornalista da GloboNews desabafa sobre caso Miguel: “E se fosse filho de uma autoridade?”

A jornalista Aline Midlej, da GloboNews (Imagem: Reprodução/GloboNews)

A jornalista Aline Midlej, da GloboNews (Imagem: Reprodução/GloboNews)

O caso do menino Miguel Otávio, de cinco anos, é mais um a ganhar ampla repercussão e mexer com os brasileiros. A criança faleceu na última terça-feira (2) depois de cair do nono andar de um prédio em Recife, Pernambuco.

A história por trás da morte da criança ganhou muita projeção. Mãe de Miguel, Mirtes Renata Souza trabalhava na casa do casal Sari Gaspar Côrte Real e Sérgio Hacker, que é prefeito de Tamandaré.

A patroa de Mirtes ficou tomando conta do menino enquanto a mãe passeava com o cachorro da família, mas o colocou em um elevador sozinho. Quando parou no nono andar, a criança desceu, abriu uma porta e foi parar em outro local. Ele acabou caindo do prédio.

GloboNews foi mais um canal a repercutir o assunto nesta sexta-feira (5) e a jornalista Aline Midlej se mostrou emocionada a falar da história. “A gente que tem perdido tanto o ar por tantas violações, eu perdi o ar mais uma vez com a fala dessa mãe”, disse.

E se fosse filho de uma autoridade?

A apresentadora do canal ainda conversou ao vivo com Bruno Baptista, presidente da OAB-PE, e fez um questionamento. “Vou te fazer uma pergunta que é difícil, ela é meio subjetiva, mas acho que ela é fundamental e deve ser sim servir de ponto de partida do que a gente pode falar sobre justiça no Brasil”, iniciou.

“Se essa criança fosse filha, filho de uma autoridade, de um prefeito, pertencesse à classe média alta abastada da capital pernambucana, o tratamento seria diferente, ela (a acusada) seria enquadrada por crime culposo, pagado a fiança e saído pela porta de frente?”, perguntou a jornalista da Globo.

Bruno, por sua vez, disse que é possível que Sari, que foi detida suspeita de homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e liberada após pagamento de fiança, responda por dolo eventual, que significa que ela assumiu o risco de cometer o ato.

“Inicialmente houve essa configuração de crime culposo, mas acreditamos que nenhuma linha deve ser desprezada. E sempre preservado o interesse da sociedade que esse caso seja demonstrado o que efetivamente aconteceu e que o culpado ou os culpados, com o devido contraditório e ampla defesa, tenham a devida punição”, respondeu.

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