Marcos Uchôa culpa Bolsonaro pela demissão de medalhões da Globo

Marcos Uchôa fez revelações sobre a Globo (Imagem: Reprodução/TV Globo)

Marcos Uchôa fez revelações sobre a Globo (Imagem: Reprodução/TV Globo)

Um dos jornalistas mais conhecidos da programação da Globo, o repórter Marcos Uchôa pediu demissão do canal no ano passado. Agora, alguns meses depois, ele decidiu fazer uma série de revelações a respeito da emissora carioca.

Durante uma entrevista concedida ao podcast Inteligência LTDA, Marcos falou sobre outros nomes famosos que deixaram a emissora recentemente. O profissional de imprensa acredita que o presidente Jair Bolsonaro tem culpa nas demissões.

“Eu não tinha mais contrato. Foi uma das coisas que o Bolsonaro fez… Antes, pessoas que tinham um salário melhor na Globo ganhavam como pessoa jurídica. No primeiro ano de governo, ele já foi em cima em termos trabalhistas, dizendo que isso não podia ser assim, e todo mundo passou a voltar a ser funcionário. Até o Galvão, até o Faustão”, comentou.

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A saída da Globo

Em outro ponto, Marcos Uchôa relembra sua saída da Globo e garante que deixou a emissora sem traumas. “Eu era uma pessoa contratada como outra qualquer. Não tinha um período para vencer o contrato. Pedi demissão normalmente”, explica.

“Expliquei que queria sair. Não tenho nenhuma mágoa da Globo. É claro que houve momentos em que quis fazer coisas que não pude fazer, porque eles não deixaram, mas é a regra do jogo”, completou o jornalista.

Uchôa ainda argumentou que, embora seja a maior emissora do país, a Globo passa momentos financeiros difíceis. “A Globo está sofrendo, como muitos meios de comunicação, com a saída do dinheiro das mídias tradicionais e a entrada do dinheiro na internet. Por exemplo, o teu programa é um adversário, um concorrente que anos atrás não existia”, diz.

Por fim, o ex-global disse que não concorda com os cortes de pessoas. “Eu não faria assim, acho um erro. A identidade de um meio de comunicação é muito os profissionais que você está acostumado a ver. Você cria uma identidade que é abalada quando essas pessoas saem, e precisa ser reconstruída”, opinou.

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