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Maria Beltrão desabafa após fala de Eduardo Bolsonaro: “É contra a lei”

Maria Beltrão, jornalista e apresentadora do canal GloboNews, que pertence à Globosat, voltou a dar a sua opinião política durante o programa Estúdio i, que foi exibido no início da tarde desta quinta-feira (28) na TV paga.

A atração, que vai ao ar de segunda à sexta, repercutia mais uma polêmica em que a família do presidente da República Jair Bolsonaro está envolvida, dessa vez após uma fala bastante controversa feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Enquanto participava de uma live, o político atacou a atuação de Alexandre de Moraes, atual ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). A autoridade autorizou que mandados de busca e apreensão contra alguns apoiadores do presidente. Eduardo falou sobre um “momento de ruptura” no Brasil.

Declarações graves

Beltrão, então, afirmou que se tratou de uma grave declaração. “É preciso dizer que essa questão de ruptura e esse tipo de atitude ‘vamos ver o que nós vamos fazer, não vamos deixar’, repetida pelo presidente Bolsonaro e pelo filho dele, é contra a lei”, disparou.

“Quando o ministro Alexandre de Moraes assina sua decisão para aquela operação, deixa claro o que já é claro, mas hoje em dia as autoridades parecem esquecer: a lei proíbe você disseminar conteúdo defendendo a quebra de ordem política e social”, continuou a apresentadora.

Antes de encerrar sua fala, Maria Beltrão deu mais ênfase à gravidade da situação. “A lei proíbe você disseminar conteúdo que pregue de alguma maneira um risco à democracia. “Quando o filho do presidente, um parlamentar, fala que não é mais questão de ‘se’, é questão de ‘quando’ chegar num momento de ruptura, é preciso dar a gravidade que essa declaração tem”, concluiu.

Jair Bolsonaro, aliás, comentou o assunto em um discurso exibido pela CNN Brasil durante a manhã. Ele afirmou que as “coisas” têm limite. “Ontem foi o último dia e peço a Deus que ilumine as poucas pessoas que ousam se julgar mais poderosas que outros que se coloquem no seu devido lugar, que respeitamos. E dizer mais: não podemos falar em democracia sem Judiciário independente, Legislativo independente para que possam tomar decisões. Não monocraticamente, mas de modo que seja ouvido o colegiado. Acabou, porr*!”, disparou o presidente.

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