Repórter da Record é atacado e expulso de protesto por manifestantes bolsonaristas

Repórter da Record é atacado por manifestantes bolsonaristas

Repórter da Record é atacado por manifestantes bolsonaristas

Um repórter da Record e sua equipe foram atacados e expulsos de um protesto por manifestantes bolsonaristas no último domingo (1º) no Espírito Santo. A equipe de reportagem teve de deixar o local e suspender a cobertura dos protestos contra o STJ (Supremo Tribunal Federal) em Vitória, capital do Espírito Santo.

A Guarda Municipal precisou escoltar a equipe de reportagem da TV Vitória, afiliada da Record, para que não sofressem agressões físicas dos manifestantes apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

A TV Vitória informou que estavam presentes no local para a cobertura do protesto o jornalista Alex Pandini e o cinegrafista José Jantorno. Ainda de acordo com a emissora, o repórter da Record e o cinegrafista foram agredidos verbalmente com palavras de ordem proferidas pelos manifestantes e direcionadas a imprensa em geral.

Durante a cobertura, as agressões verbais começaram quando o repórter da Record entrevistava uma mulher que se dizia a favor da intervenção militar no Brasil. Outro manifestante abordou o repórter e o acusou de fazer uma cobertura parcial. Em um trio elétrico, um homem chegou a discursar contra os jornalistas, enquanto a equipe da Record era retirada do local.

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Afiliada da Record e Federação dos Jornalistas se pronunciam sobre ataques de Bolsonaristas

A TV Vitória, afiliada da Record no Espírito Santo, se pronunciou sobre o ataque dos manifestantes bolsonaristas ao repórter da Record e ao seu cinegrafista. A emissora disse repudiar o fato e saiu em defesa da liberdade de imprensa.

Já a Fenaj – Federal Nacional dos Jornalistas – enviou uma nota ao site Notícias da TV, juntamente com o Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, pedindo pelo respeito aos jornalistas. Confira a nota:

“O trabalho do jornalismo é apurar e relatar os fatos, o que tanto incomoda aos que utilizam de mentiras para se promoverem politicamente.

Os profissionais precisam ser respeitados e não cerceados ou ameaçados. Quem perde com esse tipo de atitude é a sociedade que deixa de ser informada.

O Sindicato dos Jornalistas também orienta aos profissionais que não se arrisquem neste tipo de cobertura. Cabe às empresas de comunicação garantir a segurança de seus jornalistas, não colocando em risco a vida dos profissionais, e aos órgãos de segurança pública proteger os trabalhadores e a comunidade.

Reforçamos que estamos à disposição dos jornalistas e encaminhamos denúncias dos fatos aos organismos competentes.

Agredir jornalista é agredir a democracia. Chega de fakes. Basta de violência!”.

 

Paulo Victor
Professor e entusiasta da sétima arte, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a dramaturgia para as diferentes telas.
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