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Sikêra Jr. é acionado por homofobia e RedeTV! pode pagar R$ 10 milhões

Sikêra Junior no programa Cidade em Ação, de afiliada da RedeTV! na Paraíba (Reprodução/TV Arapuan)

Sikêra Junior no programa Cidade em Ação, de afiliada da RedeTV! na Paraíba (Reprodução/TV Arapuan)

Um dos assuntos do momento nas redes sociais é o caso de homofobia envolvendo o apresentador Sikêra Jr. O famoso, que comanda o Alerta Nacional na telinha da RedeTV!, fez ataques pesados à comunidade LGBTQIA+ na última sexta-feira (25).

Aparecendo ao vivo no canal, Sikêra chamou as pessoas que integram o movimento de “raça desgraçada” e disse que elas querem “acabar com a sua família e com a família tradicional brasileira”. O vídeo revoltou muita gente nas redes sociais.

“A criançada está sendo usada. Um povo lacrador que não convence mais os adultos e agora vão usar as crianças. É uma lição de comunismo: vamos atacar a base, a base familiar, é isso que eles querem. Nós não vamos deixar”, disse ele, se referindo a uma campanha do Burger King.

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Ação do MPF

De acordo com informações do colunista Ricardo Feltin, do portal UOL, O MPF (Ministério Público Federal) ajuizou uma ação civil pública contra Sikêra Jr. Ela pede que a emissora pague uma indenização de R$ 10 milhões.

A RedeTV! foi procurada pela publicação para falar a respeito, mas, através de sua assessoria de imprensa, afirmou que “não tem ciência deste processo, e que não comenta processos judicias em andamento”.

Mais cedo, o site Notícias da TV revelou que as declarações do apresentador já começaram a impactar o bolso dos donos do canal paulista. Três empresas cancelaram os contratos que tinham com o Alerta Nacional.

Uma das mais famosas é a construtora MRV, que mantinha cotas de patrocínio. “A MRV acredita na diversidade e não compactua com qualquer forma de preconceito. O programa Alerta Amazônia/Nacional já não faz mais parte dos nossos planos de mídia”, disse a empresa, em nota.

Também encerraram seus contratos a TIM, que tomou a decisão na semana passada, e a HapVida, que atua no ramo de planos de saúde no Norte e no Nordeste do Brasil. Nas redes sociais, outras empresas estão sendo pressionadas e podem fazer o mesmo.

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