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Vice da Band acusa CNN Brasil de ter “projeto político” por trás

O logo da CNN Brasil (Reprodução)

O logo da CNN Brasil (Reprodução)

Um dos assuntos mais falados nos últimos meses é a chegada da CNN Brasil na TV paga brasileira. Depois de muita especulação e ansiedade por parte dos telespectadores, o canal está prestes a estrear no próximo mês de março.

A coluna de Flávio Ricco no portal UOL conversou a respeito do tema com Paulo Saad, vice-presidente dos canais pagos do Grupo Bandeirantes. O profissional comentou pela primeira vez o lançamento da concorrente.

Na entrevista, Saad afirma que a concorrência é sempre muito importante e falou sobre “ficar alerta” e “trabalhar mais”. Apesar disso, ele afirma que, em sua visão, existe um “projeto político” por trás da criação do canal. “Portanto, não é uma empresa empresarial”, diz ele.

Usando sua experiência de mercado, ele crê que a conta não fecha. “Acho estranho uma emissora que ‘não fecha as contas’. Ela está investindo um dinheiro que o mercado não suporta. Eu sei de quais são as rendas deles, e realmente não paga o salário de nenhum dos grandes nomes que eles contrataram”, afirma Paulo.

O dono da MRV

Flávio Ricco também questionou o vice-presidente do Grupo Bandeirantes sobre a participação direta de Rubens Menin, da MRV Engenharia, na implantação da CNN Brasil. “Se eles estiverem dispostos a perder mais de R$ 300 milhões, a perder ou investir mais de R$ 300 milhões, é um cálculo que faço que eles vão perder em dois anos”, dispara.

Sobre a perda de profissionais do Grupo Band para o novo canal, ele vê com bons olhos. “Eu gostei muito porque mostra que fazemos um bom jornalismo. Todos os profissionais que foram para lá, nós formamos ou contratamos. Eu acho que o profissional tem que se valorizar. Lógico que lamento a saída deles. Que sejam felizes. Mas tenho certeza que o nosso canal vai se renovar e encontrar novos talentos”.

Por fim, Paulo Saad diz que o Grupo sempre atuou com fornecedor de mão de obra para outras emissoras. “A ascensão e explosão deles na mídia brasileira foi através da Bandeirantes. Superamos, criamos novos valores e criaremos outros. Não temos medo de novos concorrentes”, completa, dando como exemplos Faustão e Luciano Huck.

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