William Bonner detona Eduardo Bolsonaro no Jornal Nacional: “Repugnante”

William Bonner detonou Eduardo Bolsonaro no Jornal Nacional (Imagem: Reprodução/TV Globo)

William Bonner detonou Eduardo Bolsonaro no Jornal Nacional (Imagem: Reprodução/TV Globo)

William Bonner detonou o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, durante o Jornal Nacional exibido na noite desta segunda-feira, dia 4 de abril. A atração da Globo repercutiu a polêmica envolvendo o político e a jornalista Miriam Leitão.

No último final de semana, Eduardo respondeu a uma publicação de Miriam, em que ela afirma que o presidente da República é “inimigo da democracia” e critica a prática da chamada 3ª via, que trata Luiz Inácio Lula da Silva e Bolsonaro como iguais.

Em sua resposta, o deputado ironizou a tortura sofrida por Leitão durante a ditadura militar. A jornalista ficou presa por 3 meses quando tinha apenas 19 anos de idade. Grávida, ela chegou a ser colocada em um quarto escuro com uma cobra. Na publicação Eduardo disse ter “pena da cobra”.

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Em nome da Globo, William Bonner responde

Miriam Leitão é contratada da Globo, onde aparece fazendo comentários políticos. Em nome da emissora carioca, William Bonner leu um editorial em que repudia a publicação de Eduardo Bolsonaro, a chamando de “repugnante”.

“Foi repugnante, ofensiva e absolutamente inaceitável a manifestação do deputado Eduardo Bolsonaro que fez referência à tortura sofrida pela jornalista Míriam Leitão, colunista do Globo, durante a ditadura militar”, disse Bonner.

Na sequência, ele citou a ironia do filho de Jair Bolsonaro ao responder a coluna de Miriam. “Eduardo Bolsonaro zombou de um dos episódios mais dramáticos e cruéis da vida dela, a tortura a que foi submetida nos porões da ditadura enquanto estava grávida”, afirmou o âncora.

Ao encerrar, Bonner diz que a manifestação do deputado deve ser repudiada com veemência. “É incompatível não apenas com o que se espera de um detentor de mandato popular, mas sobretudo com a decência e o respeito humanos. Merece, além do repúdio firme, providências das instituições obrigadas constitucionalmente a zelar pelo Estado de Direito”, concluiu.

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