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William Bonner faz desabafo sobre coronavírus ao vivo no Jornal Nacional

William Bonner, âncora do Jornal Nacional (Reprodução/GloboPlay)

William Bonner, âncora do Jornal Nacional (Reprodução/GloboPlay)

O jornalista William Bonner chamou bastante a atenção na noite desta quarta-feira (7) durante a edição do Jornal Nacional. O âncora, que divide a bancada com Renata Vasconcellos, falou a respeito da pandemia do novo coronavírus em tom de desabafo.

Assim que a apresentadora apresentou os números da pandemia no Brasil, que matou mais de 600 pessoas em apenas 24h, ele comentou as notícias e tentou abrir os olhos da população, já que parte dela parece ter se acostumado com a atual situação do Brasil.

“Você já nem deve lembrar, mas na quinta passada eram 5.901 mortos. Os números vão aumentando desse jeito, cada vez mais rápido, vão dando saltos. E vai todo mundo se acostumando, porque são números”, afirmou o editor-chefe do Jornal Nacional.

Bonner, então, fez uma comparação. “Um número muito grande de mortes de repente, num desastre, sempre assusta. As pessoas levam um baque”, disse ele, que relembrou os mais de 250 mortos em Brumadinho e as mais de três mil vidas perdidas no ataque de 11 de setembro de 2001.

Desabafo

“As mortes aconteceram de repente. Mas quando elas vão se acumulando ao longo de dias e de semanas como acontece na pandemia, esse baque se dilui e as pessoas vão perdendo a noção do que seja isso. Oito mil vidas acabaram”, disse o jornalista.

E ele falou sobre as famílias das vítimas. “Eram vidas de pessoas, amadas por outras pessoas. Pais, filhos, irmãos, amigos, conhecidos. Aí o luto dessas tantas famílias vai ficando só pra elas, porque as outras pessoas já não têm nem como refletir sobre a gravidade dessas mortes todas, que vão se acumulando todo dia”.

William Bonner encerrou lembrando que são mais de 8.500 mortes. “Amanhã, a gente não sabe. Quando é assim, o baque só acontece quando quem morre é um parente, um amigo, um vizinho ou uma pessoa famosa”, concluiu. Veja o vídeo abaixo:

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