Angélica abre o verbo sobre aborto e revela ter sofrido assédio aos 18 anos - Portal Overtube Angélica abre o verbo sobre aborto e revela ter sofrido assédio aos 18 anos - Portal Overtube

Angélica abre o verbo sobre aborto e revela ter sofrido assédio aos 18 anos

Angélica (Reprodução/Youtube)

Angélica (Reprodução/Youtube)

Uma das apresentadoras mais carismáticas e mais longevas da GloboAngélica é um dos destaques da edição de outubro da revista Marie Claire. A loira concedeu uma entrevista e falou sobre diversos pontos polêmicos, revelando, inclusive, ter sofrido um assédio no início da carreira.

Depois de falar sobre o processo de ser mãe e e como é um privilégio e uma barra ao mesmo tempo, ela falou a respeito do acidente sofrido por um de seus filhos. Benício se acidentou em junho deste ano e bateu a cabeça ao praticar wakeboard.

“Ele voltou para o barco, e desci para ver o que tinha acontecido. Ele mesmo tinha buscado gelo, superconsciente. Quando passei a mão na cabeça dele, afundou. Não tinha sangue, mas entendi que era grave. Aí, cara, foi um desespero”, revela.

Ela relembra que a família estava no meio do mar, escurecendo, sem sinal de telefone, que funcionou para uma única ligação feita para o médico. “Voltamos para o Rio. Fui até a entrada do centro cirúrgico com o Benício, sem saber como ele voltaria. Quando fecharam a porta, eu gritava que nem um bicho”, desabafa.

“Os médicos começaram a falar alto para ele não me escutar. A sensação é de cortar a própria carne. Fiquei de joelhos rezando o tempo todo. Foi um milagre enorme: em dois dias ele saiu do CTI, em quatro estava em casa. Não teve convulsão, apesar da perda encefálica na parte pré-motora. Está ótimo, não teve sequelas”, comemora a contratada da Globo.

Aborto e assédio

Questionada sobre ser ou não ser uma mulher feminista, Angélica afirma que se considera e que todas deveriam fazer o mesmo. “Mas tem que botar o sentido correto da palavra. O feminismo que acredito luta pelos direitos iguais, não é contra os homens. A culpa não é só deles. Nós mulheres criamos filhos machistas”, opina.

“A reeducação leva tempo. Às vezes tem que ser um pouco radical para que isso aconteça. Vocês da Marie Claire por exemplo, que preferem trabalhar só com mulheres. É importante ter movimentos assim no Brasil de hoje, por motivos óbvios”, diz a apresentadora.

Ainda na entrevista, a esposa de Luciano Huck foi questionada se sofreu algum assédio ou agressão. “Teve uma história uma vez quando tinha 18 anos. Era Natal, estava em Nova York com meus pais”, relembra.

Angélica conta que um conhecido apareceu no hotel. “Com uma cara de louco, dizendo que queria conversar. Neguei. Entrei numa limusine, ele veio atrás. Tentou me agarrar à força. Empurrei, bati nele e saí do carro. Demorei a perceber o que aconteceu. Foi uma situação bem escrota, deu pra sentir como deve ser difícil quando você não tem força para reagir”.

O aborto também foi tema do papo. “É complicado implantar uma lei tão polêmica no Brasil por causa da falta de educação. As pessoas não têm acesso à comida. É difícil exigir que entendam isso porque esbarra em religião e coisas profundas. Não posso dizer que sou a favor porque vou afrontar muita gente”, esquiva-se.

“Agora tem que criar uma lei específica para casos como estupro. A saúde também precisa ajudar. Aborto clandestino é o que mais acontece e mata gente”, diz a apresentadora, que também foi questionada se, em seu entendimento, o aborto deveria seguir sendo um crime no país.

“Temos que começar fazendo valer a lei, de que se a mulher foi estuprada, tem direito ao aborto. Mas  acho que podia ampliar um pouco, sim. Deveríamos ter políticas de saúde melhores para que isso não precisasse acontecer. Se ela decidiu isso, não foi porque quis engravidar. Religiosamente é muito complicado, do ponto de vista energético está errado. E a mulher tem que ter o direito de escolher. Eu acho [risos]”, disparou.

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