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No Fantástico, Cacau Protásio fala sobre caso de racismo: “É muito doloroso”

Cacau Protásio em entrevista ao Fantástico (Reprodução/GloboPlay)

Cacau Protásio em entrevista ao Fantástico (Reprodução/GloboPlay)

A atriz Cacau Protásio conversou neste domingo (1) com o Fantástico, da Globo, a respeito do racismo sofrido por ela no início da semana. Tudo aconteceu depois que ela e o elenco do filme Juntos e Enrolados participaram de gravações do longa-metragem em um quartel do Corpo de Bombeiros no Centro do Rio de Janeiro.

No dia seguinte às filmagens, Cacau soube de um áudio que circulava nas redes sociais. A voz, que é atribuída a um dos bombeiros do local, faz uma série de ofensas à atriz e ao elenco, com comentários racistas, homofóbicos e gordofóbicos. “Começaram a xingar, começaram a insultar e é muito doloroso ouvir”, disse.

“Eu mereço respeito. Não só eu, mas qualquer ser humano”, diz Cacau, que contou sobre o dia de trabalho. “Cheguei lá e fui muito bem recebida. Postei uma foto agradecendo, os bombeiros sentaram pra almoçar comigo, foi muito legal”.

Cacau diz que é muito doloroso ouvir os insultos. “Esse tipo de gente coloca a gente num lugar, que eu pensei: ‘eu não tinha que estar aqui, eu não tinha que estar trabalhando'”. Um outro áudio que circula nas redes, afirma que o comandante mandaria cortar uma cena de dança gravada no quartel. A produção do filme garante que não vai mudar a produção.

O medo e a angústia

“Você apanhar, sofrer, passar fome, ser açoitado, ser humilhado… é um benefício de que? Onde?”, disse a atriz, que comentou uma declaração polêmica de Sérgio Nascimento de Camargo, nomeado novo presidente da Fundação Palmares, que afirmou que a escravidão foi benéfica para os descendentes dos negros no Brasil.

Cacau Protásio registrou um boletim de ocorrência por injúria na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), também no Rio de Janeiro. No dia em que registrou a denúncia, a artista ficou presa no elevador.

“O policial falou assim: ‘Olha, você vai ter que aguardar porque eu vou chamar o bombeiro para te salvar’. Me deu uma angústia e um medo muito grande”, disse ela. “Quando eu era criança eu tinha muita vontade de ser bombeiro e bailarina. É uma farda que eu acho linda. Eu continuo respeitando o bombeiro”, concluiu.

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