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Quais youtubers ganharam mais em 2019?

Ryan Kaji

Ryan Kaji

A publicação norte-americana Forbes divulgou recentemente os Youtubers que mais faturaram em 2019. Sem brasileiros, a lista é encabeçada por Ryan Kaji, de apenas 8 anos. Ele ganhou notoriedade com vídeos “unboxing”, em que abre presentes em frente às câmeras e comenta sobre cada um. Com 23 milhões de inscritos, o canal comandado pelo garoto gerou uma receita de US$ 26 milhões.

Além do garoto, um dos destaques ficou por conta do mercado de games. Ao todo, cinco jogadores de títulos populares aparecem entre os mais bem pagos do YouTube, sendo “Minecraft” e “Fortnite” dois dos mais populares. Esse cenário é resultado, principalmente, da popularização dos eSports, que já contam com milhares de jogadores profissionais, assim como ocorre com o poker – nicho também fortalecido pelo ambiente virtual, em que jogar poker online pode ser muito simples.

É possível conferir, abaixo, a lista completa com os 10 Youtubers que mais faturam em 2019.

  1. VanossGaming (Evan Fong) – US$ 11,5 milhões
  2. DanTDM (Daniel Middleton) – US$ 12 milhões
  3. Markiplier (Mark Fischbach) – US$ 13 milhões
  4. PewDiePie (Felix Kjellberg) – US$ 13 milhões
  5. Preston (Preston Arsement) – US$ 14 milhões
  6. Jeffree Star – US$ 17 milhões
  7. Rhett and Link – US$ 17,5 milhões
  8. Anastasia Radzinskaya – US$ 18 milhões
  9. Dude Perfect – US$ 20 milhões
  10. Ryan Kaji – US$ 26 milhões

Apelo infantil chama atenção

A forte atração do público infantil pelo YouTube é um dado que segue chamando atenção na lista anual de Youtubers mais bem pagos da Forbes. Além de Ryan Kaji, que ocupa a primeira colocação, também é possível encontrar uma outra criança, Anastasia Radzinskaya.

Natural da Rússia, Anastasia nasceu com paralisia cerebral, fazendo com que os médicos acreditassem que ela nunca seria capaz de falar. Seu canal, comandado com auxílio do seus pais, é preenchido por brincadeiras infantis que documentam o desenvolvimento da criança e seu tratamento.

O faturamento de ambos, é claro, vai muito além dos vídeos. Ryan, por exemplo, conta com uma linha própria de brinquedos, roupas e artigos para a casa, um programa de televisão na Nickelodeon e um acordo com o canal de streaming Hulu. Anastasia, por sua vez, é patrocinada por diversas marcas e planeja lançar, em breve, uma linha de brinquedos, jogos para celular e um livro.

Para Eyal Baumel, CEO da empresa de gerenciamento Yoola, especializada em estrelas digitais, incluindo Nastya, a principal razão por trás de todo esse sucesso é simples: “O YouTube é a babá mais popular do mundo”, conta ele.

E, de fato, a afirmação não parece estar tão distante da realidade. Em geral, vídeos de crianças possuem três vezes mais visualizações que outros tipos de vídeos, inclusive em canais com um número maior de inscritos. Um estudo, realizado pela Pew Research Center, revelou que 81% dos pais com filhos de 11 anos ou menos deixam seus filhos assistirem ao YouTube.

Esse cenário, contudo, deve sofrer alterações em breve. Atualmente, o YouTube trabalha para aumentar o rigor com vídeos voltados ao público infantil. O primeiro passo rumo a essa mudança é a proibição de anúncios segmentados para conteúdo infantil, que deve entrar em vigor em breve. Com isso, as publicidades deverão se alinhar ao contexto do vídeo em questão, não podendo ser geradas a partir de dados de comportamento coletados por algoritmos.

Além disso, os mecanismos de busca também devem ser alterados, de modo que os vídeos das crianças não apareçam na parte superior das pesquisas do Google. As novas diretrizes devem gerar impactos relevantes no lucro de canais voltados ao público infantil.

No Brasil, um dos Youtubers que comemorou as novas diretrizes da plataforma de vídeos foi Felipe Neto, que já chegou a banir a MC Melody do seu canal por apelo sexual.

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